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Pedro Mourinho esteve em São João nos festejos do Porto, mas não se esqueceu da guerra na Ucrânia. O jornalista da TVI admitiu que o som dos foguetes lhe traz sensações estranhas à memória.

“Há coisas que são físicas e que mudaram em mim. A sensação dos foguetes, por exemplo. Ou ouvir sirenes dos bombeiros”, disse Pedro Mourinho,

Ainda confessou: “Quando estamos lá, estamos sempre alerta. O som dos mísseis a explodir é muito forte e faz sempre diferença. Aqui com os foguetes é diferente, porque estás em Portugal, no Porto, no São João, mas de repente estala um e isso provoca sempre aquela sensação…”.

O mesmo referiu: “É difícil desligarmo-nos. A guerra ainda continua e acho que para todos os repórteres que lá estiveram e que viveram aquilo que eu também vivi, há um magnetismo que nos puxa para continuarmos a fazer o nosso trabalho lá. Eu sinto isso. Não é ir amanhã, mas sinto que ainda irei voltar à Ucrânia neste ano. Tenho a certeza absoluta. Já, já, não, porque a guerra está numa fase complicada, num impasse, não é uma boa altura para voltar, mas é importante manter viva a cobertura da guerra para que ela não caia no esquecimento das pessoas”.

O jornalista explicou: “Quando somos jornalistas, a nossa vida está sempre ligada à nossa profissão. A vontade de voltar é sobretudo uma missão, de contar histórias, de fazer o meu trabalho… Quando eu era criança, queria ser jornalista. Aos oito anos, queria ser repórter de guerra. Por isso, na realidade, foi uma realização pessoal e profissional. Fazer aquilo é cumprir um objetivo de vida”.

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